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Clifford Brown (1930 - 1956), também conhecido como ‘Brownie’, foi um influente e altamente cotado trompetista. Ele morreu aos 25 anos, deixando para trás apenas quatro anos de gravações. No entanto, ele teve uma influência considerável nos trompetistas de jazz. Clifford Brown ganhou o seu primeiro trompete do pai em 1945 e entrou na banda da escola pouco tempo depois. Um ano mais tarde, o misterioso mundo dos acordes e improvisações do jazz começou a ser notado em Clifford especialmente pelo músico e entusiasta de jazz Robert Lowery. O trompetista adolescente começou a participar de festivais na Filadélfia, quando se graduou, em 1948. No mesmo ano, entrou para a 'Maryland State College' com uma bolsa de estudo, mas houve um pequeno senão: a faculdade estava momentaneamente sem um departamento de música. Brownie permaneceu por um ano na faculdade, a estudar matemática, e no seu pouco tempo livre tocava ao lado de figuras importantes do bop como Kenny Dorham, Max Roach, J.J. Johnson e Fats Navarro. Este último, bastante impressionado com as suas potencialidades, inspirou e encorajou-o. Teve então a oportunidade de entrar em outra faculdade com um bom departamento de música e uma boa banda de 16 elementos. Aí, pôde aprender arranjos musicais, até uma certa noite de 1950, em que depois de um concerto, no caminho de casa, se envolveu no primeiro de três acidentes automobilísticos, o último dos quais fatal. Durante sua hospitalização de um ano, Dizzy Gillespie visitou o jovem trompetista. Após palavras de encorajamento de Dizzy Gillespie, decidiu continuar a sua carreira musical. Teve o seu próprio grupo na Filadélfia por uns tempos, e posteriormente juntou-se ao combo de Chris Powell e depois ao de Tadd Dameron em Atlantic City. Seguiu em turnê pela Europa em 1953 ao lado de Lionel Hampton. Em 1954, ganhou o prêmio da ‘Down Beat’ como a nova estrela do ano. Mudando-se para a Califórnia, formou uma aliança com Max Roach, a qual durou até à sua morte prematura, em 1956. Em suas mãos o bebop atingiu o pico de criatividade. A sua vida limpa tem sido citada como a quebra da influência da heroína no mundo do jazz, um modelo estabelecido por Charlie Parker. Clifford ficou longe das drogas e não gostava de álcool. O saxofonista tenor, compositor e arranjador de bebop e hard bop, Benny Golson, que tinha feito uma temporada na banda de Lionel Hampton, com Brown, escreveu ‘I Remember Clifford’ para honrar a sua memória. A peça tornou-se um clássico do jazz, e vários outros músicos prestaram homenagem ao gravarem suas próprias interpretações.
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